Mulheres pedem igualdade de gênero na ação #AgoraÉQueSãoElas

A campanha é importante para dar visibilidade à exclusão das mulheres da fala pública

A campanha é importante para dar visibilidade à exclusão das mulheres da fala pública

Eu dou boas vindas a este movimento que tem como grande causa a defesa da igualdade entre homens e mulheres. Em pleno século 21, as injustiças com o sexo feminino permanecem: mesmo exercendo as mesmas funções, as mulheres ainda ganham menos do que os homens; têm representação ridícula nos partidos políticos, todos os dias, dezenas delas são estupradas pelo país afora; os números da violência contra elas de maridos, namorados, irmãos são assustadores. Por isso, chega em boa hora e tem meu apoio esse movimento defendendo a igualdade.

Leia o artigo do portal UAI:

Como forma de defender a igualdade de gênero, a ação #AgoraÉQueSãoElas ocupa durante toda esta semana espaços tradicionalmente dedicados a homens em diversos veículos de comunicação. Jornalistas, colunistas e escritores se uniram a essa iniciativa e cederam lugar a mulheres. “Homens convidam mulheres para escrever no seu lugar e se colocam nesse lugar do ouvinte. Dando voz e vez a uma mulher. Reconhecendo a urgência da luta feminista por igualdade de gênero e o protagonismo feminino nesta luta”, escreveu em seu perfil no Facebook Manoela Miklos, criadora da iniciativa.

O colunista Gregório Duvivier cedeu seu espaço na Folha de São Paulo, na última segunda-feira (2/11), para Manoela. Ela usou a coluna para falar sobre a manifestação ocorrida em São Paulo contra o Projeto de Lei (PL) 5.069/13, de autoria de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que dificulta o acesso de vítimas de estupro ao aborto e à pílula do dia seguinte. Na última sexta-feira (30), centenas de mulheres saíram em passeata da Praça do Ciclista, na Avenida Paulista, seguiram pela Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e finalmente chegaram até a Praça da Sé.

A doutora em ciência sociais e professora da Universidade Federal da Bahia Maíra Kubik Mano escreveu para o blog do jornalista Leonardo Sakamoto sobre a falta de espaço para as mulheres em veículos de comunicação tradicionais.

“Acho que a campanha [#AgoraÉQueSãoElas] é importante para dar visibilidade à exclusão das mulheres da fala pública, para mostrar como a maioria dos espaços, dos meios de comunicação, são ocupados pelos homens”, disse. “A exclusão das mulheres dessa fala implica em muitas histórias não contadas, muitas experiências de vida que não são relatadas”, completou.

Para Maíra, as mulheres são excluídas dos meios de comunicação ou, quando têm espaço, desempenham papel secundário. A professora ressalta que as mulheres pouco aparecem como fontes de notícias em papéis que já não são atribuídos a elas tradicionalmente, como mãe ou responsável pelos cuidados domésticos. Clique aqui para ler mais.

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