Nos EUA, um número crescente de idosos não está se aposentando

Os americanos mais velhos estão trabalhando mais e quem tem menos de 65 anos está trabalhando menos

“Os americanos mais velhos estão trabalhando mais e quem tem menos de 65 anos está trabalhando menos”

Maya Santana, 50emais

Com o aumento da expectativa de vida, o fenômeno dos idosos – gente com mais de 60, 70, 80 anos – que continuam trabalhando, porque querem ou porque precisam, não se restringe aos Estados Unidos. Aqui no Brasil, de acordo com Pesquisa feita pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) com pessoas acima de 60 anos, no ano passado, mostrou que mais de um terço (33,9%) dos já aposentados continuavam exercendo alguma atividade profissional. Levando-se em conta brasileiros aposentados entre 60 e 70 anos, esse percentual subia para 42. Quando perguntados por que seguiam trabalhando mesmo já tendo passado da idade da aposentadoria, mais de 46% das pessoas alegaram necessidade de complementar a renda. Outros mais de 40% se justificaram, dizendo que queriam “ocupar a mente” e sentirem-se “produtivos na sociedade”.

O artigo abaixo, publicado pelo jornal Valor, fala especificamente da situação dos Estados Unidos, onde “os americanos mais velhos estão trabalhando mais e quem tem menos de 65 anos está trabalhando menos.”

Leia:

Cada vez mais americanos estão passando seus anos dourados trabalhando. Quase 19% das pessoas com 65 anos ou mais estavam trabalhando pelo menos meio período no segundo trimestre de 2017, de acordo com o relatório sobre empregos dos Estados Unidos, divulgados no fim de semana.

A proporção emprego/população dessa faixa etária só foi tão alta há 55 anos, antes de os aposentados americanos conquistarem benefícios melhores de assistência médica e Seguridade Social a partir do fim da década de 1960.

Na geração dos baby boomers (os nascidos na explosão demográfica após a Segunda Guerra Mundial) cada vez mais pessoas continuam trabalhando após a idade tradicional de aposentadoria, 65 anos. No último trimestre, 32 por cento dos dos americanos entre 65 e 69 anos tinham um emprego. Até mesmo depois dos 70 anos de idade um número crescente de idosos não quer, ou não pode, se aposentar. No último trimestre, 19% das pessoas entre 70 e 74 anos de idade estavam trabalhando, contra 11% em 1994.

Os americanos mais velhos estão trabalhando mais e quem tem menos de 65 anos está trabalhando menos, uma tendência que deve continuar, segundo projeções do Escritório de Estatísticas de de Trabalho dos EUA (BLS, na sigla em inglês).

Em 2024, 36% das pessoas entre 65 e 69 anos serão participantes ativos do mercado de trabalho, afirma o BLS, em comparação com apenas 22% em 1994.

Expectativa de vida e necessidade
Uma série de fatores mantém os americanos mais velhos na força de trabalho. Muitos são mais saudáveis e vivem mais tempo do que os das gerações anteriores. Alguns decidem não se aposentar completamente porque gostam de seus trabalhos ou simplesmente porque querem permanecer ativos.

Outros precisam do dinheiro. Quanto mais tempo se trabalha, mais fácil é pagar uma aposentadoria confortável. A vida mais longa e o aumento dos custos de assistência médica tornaram a aposentadoria mais cara, ao mesmo tempo em que a estagnação salarial e a diminuição da pensão tradicional tornaram mais difícil economizar o suficiente.

Os EUA não são o único lugar onde as pessoas estão planejando trabalhar por mais tempo. Em todo o planeta, trabalhadores de todas as idades estão adiando cada vez mais a meta da aposentadoria.

A participação das pessoas mais velhas na força de trabalho nos EUA é maior do que em qualquer outro momento desde antes da criação do Medicare. Mais americanos mais velhos poderiam estar trabalhando, no entanto, se estivessem mais saudáveis e tivessem melhores perspectivas de emprego.

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