Novos velhos: o futuro do mercado de trabalho é grisalho

Provavelmente, no futuro, teremos uma nova visão sobre a velhice. A ideia de envelhecimento deixará de ser associada ao acréscimo de anos à vida e passará a significar mais vida aos anos

Quando a gente olha o crescimento da população idosa no Brasil, os números assustam. A projeção oficial para 2050, daqui a apenas 32 anos, portanto, é que 30% dos brasileiros, ou 65 milhões de pessoas, terão idade superior a 60 anos. Os números só crescem. Com isso, inevitavelmente, as empresas terão que abrir mais e mais espaço para essa camada da população, a turma da cabeça grisalha. É disso que trata esse ótimo artigo de Daniela do Lago, do Uol.

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O número de idosos no mundo aumentará rapidamente e passará de 606 milhões, no ano 2000, para perto de 2 bilhões, em 2050. Esse aumento será mais marcante nos países pobres, onde a população idosa quase quadruplicará, passando de 374 milhões para 1,6 bilhão.

O Brasil envelhece rapidamente: de 21 milhões de idosos (11% da população), em 2010, para aproximadamente 65 milhões (30% da população), em 2050. Em 2046, para cada 100 jovens, haverá 238 idosos –hoje, são 112 idosos para cada 100 jovens.

Entre 1940 e 2015, a expectativa de vida teve aumento de mais de 30 anos, passando de 40,7 para 75,5 anos. A projeção para 2050 é chegar a 80,7 anos.

Além do envelhecimento populacional, de 2010 a 2015 tivemos uma queda no número de crianças e jovens. A população acima dos 50 anos está aumentando e a taxa de natalidade, diminuindo. Estima-se que, em 2040, aproximadamente 57% da população ativa [em idade para trabalhar] será composta por pessoas com mais de 45 anos.

Somente um quarto dos brasileiros irá parar de trabalhar totalmente na idade da aposentadoria. Os outros irão continuar trabalhando em algum nível após a idade de se aposentar.

Alguém duvida que o futuro do mercado de trabalho pertence aos profissionais mais velhos?

Nosso desafio é desestimular a saída precoce deles do mercado de trabalho e, claro, mudar o estigma de um idoso já desvinculado social, cultural e economicamente, que carrega o rótulo e a etiquetagem da inflexibilidade perante às mudanças, da improdutividade laboral e da falta de conhecimento tecnológico.

É preciso mudar essa cultura assistencialista da aposentadoria por idade. Aquela figura do idoso como um velhinho que precisa de cuidados já passou. Hoje, 70% dos brasileiros querem se manter ativos após a aposentadoria. Estamos mais saudáveis e continuamos produtivos, e o país precisa disso! Clique aqui para ler mais.

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2 comentários

  1. Sonia Regina Sannazzaro

    Adorei a ideia, gostaria de saber onde recorrer para queisso se torne realidade ?

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