O inaceitável Rio de Janeiro de Eduardo Paes

As pessoas caminhavam por cima do lixo no centro da cidade

Em pleno carnaval, o lixo deixou de ser recolhido. Ficou assim no centro da cidade

Maya Santana

Na manhã desta quarta-feira de cinzas, o turista que se aventurasse pelas ruas do Leblon, no Rio de Janeiro, não acreditaria que no bairro vivem o governador Sérgio Cabral (PMDB) e dois dos candidatos a governador nas eleições de outubro, Pezão ( PMDB)  e  Lindberg (PT). As ruas do Leblon, tomadas  na noite anterior pela euforia da multidão movida a vodca, amanheceram imundas e malcheirosas. Com montes de lixos em todas as esquinas. Consequência de uma greve dos garis que, aproveitando o reboliço na cidade, cruzaram os braços, deixando a população e os turistas foliões à mercê de sua própria sujeira.

Na Rua Dias Ferreira, no Leblon, ficou uma calamidade

Na Rua Dias Ferreira, no Leblon, a sujeira ia do início ao fim

É inacreditável que uma cidade com a mística do Rio de Janeiro se apresente da maneira que o Rio se apresentou neste carnaval. Em Copacabana, muitos moradores  se revoltaram com as montanhas de lixo deixadas para trás, no final da folia. A situação era idêntica em Ipanema. Nenhuma das vias do bairro que Tom e Vinicius imortalizaram ficou imune à sujeira. Um mau cheiro insuportável, onde quer que se fosse.  Dos banheiros  químicos instalados em alguns locais, escoriam urina direto para as bocas de lobo. No centro, em bairros da zona norte e oeste o descaso era o mesmo.

Qualquer lugar que a gente fosse, o cenário era de cidade do 15º mundo

Qualquer lugar que a gente fosse, o cenário era de cidade do 15º mundo

Honestamente, qualquer prefeito teria vergonha  – ou deveria ter –  de ver a cidade que administra –  no caso, a mais bela cidade brasileira, visitada por milhares de turistas – tão maltratada. A greve dos garis por melhores salários começou  na sexta-feira, 28 de fevereiro, início do carnaval.  A prefeitura deveria saber que a categoria estava ameaçando paralisar suas atividades. Não fez nada.  Tinha que ter um plano de emergência, sei lá. O que não poderia era ter deixado durante todo o carnaval a imundície que deixou. Veja o absurdo do próprio prefeito jogando lixo na rua:

http://youtu.be/0kZUAWb3RPY

Hoje, havia gente defendendo que os mais de 300 garis demitidos fossem readmitidos. Quem merece demissão é o prefeito Eduardo Paes, diziam. Concordo. Este episódio do lixo no carnaval mostra que é muita a incompetência. Mostra também uma flagrante falta de respeito com a população.  Apesar de a cidade estar mergulhada no lixo,  toda noite lá estava o prefeito no sambódromo.

A 99 dias da Copa do Mundo, dê uma olhada no Rio de Janeiro que a Fifa e os políticos do estado tentam vender:

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Um comentário

  1. Nossa que vergonha, inacreditavel!!!!!!!!!!

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