Para combater a depressão, mais exercício e espiritualidade

A depressão é chamada de doença do século 21, por afeta cada vez mais pessoas, principalmente,  mais velhas

A depressão é chamada de doença do século 21, por afetar cada vez mais pessoas, principalmente, mais velhas

Maya Santana, 50emais

A depressão tem sido definida como a doença do século 21, porque um número cada vez maior de pessoas, jovens e, principalmente, mais velhas, vêm sofrendo do transtorno. Apesar de os medicamentos contra esse mal estarem cada vez mais sofisticados, muitos viciam, trazendo um novo problema. Eu sei por experiência própria que o remédio ajuda, mas mais do que qualquer coisa, é o exercício físico que pode realmente auxiliar quem entra em depressão. Caminho todas as manhãs, por pelo menos uma hora. Se deixo de fazer isso, com o passar dos dias, começo, literalmente, a murchar. Viver fica ruim. Aliandos exercícios com a busca genuína da espiritualidade a existência muda. Até ganha sentido.

Leia o artigo de Mariza Tavares, de O Globo, sobre depressão, menos remédios e mais exercícios e espiritualidade:

A receita, à primeira vista pouco ortodoxa para um psiquiatra, é do doutor Jorge Jaber, professor de pós-graduação em psiquiatria na PUC-Rio e pós-graduado em dependência química pela Harvard Medical School. Ele celebra a evolução dos medicamentos para os pacientes que usam antipsicóticos (doentes com esquizofrenia ou transtorno bipolar, por exemplo), mas alerta para o preocupante abuso na utilização de diazepínicos – os chamados “tranquilizantes” ou ansiolíticos – que podem vir a deteriorar a saúde mental e física. Ele lembra que dormimos menos com a idade, e exercitar-se pode ser o melhor agente para regularizar o sono, não os remédios que levam à dependência.

“Utilizar a medicação não é suficiente”, afirma. “É importante que a pessoa faça exercício, se envolva com atividades de ordem espiritual, ou ligadas à arte, que inclusive se tornaram mais acessíveis aos idosos. Somos o resultado de genética e meio ambiente. Não só isso vai alterar a resposta genética, como terá grande influência no sentido de criar um novo estilo de vida”.

O doutor Jaber aconselha também as técnicas de meditação, como o mindfulness, método criado para aliviar a ansiedade e o estresse. O objetivo é trazer a atenção para a respiração e as sensações corporais, como tensões musculares ou dores. O foco no que o corpo nos diz é o maior aprendizado na experiência do mindfulness, de forma que consigamos relaxar em qualquer ambiente. “A espiritualidade modifica o prognóstico da doença”, ensina.

Na sua opinião, um ponto de atenção é o número crescente de casos de depressão entre as mulheres mais velhas: “É frequente que se sintam sem um papel social definido, porque não têm uma carreira ou uma atividade gratificante. Além disso, os filhos cresceram e muitas se ressentem da falta de uma relação estável. O resultado é que deixam de enxergar possibilidades”.

O diagnóstico obedece à observação de uma série de fatores: falta de interesse pelas coisas, problemas de memória, alteração no apetite e no sono (para mais ou para menos) e irritabilidade. Para o doutor Jorge Jaber, não se pode afirmar categoricamente que a envelhecimento está associado à depressão: “o que acontece é que, na maioria dos casos, essa depressão não foi corretamente diagnosticada no primeiro ou no segundo episódio. Depois, esses episódios vão se repetindo e se tornam o padrão na vida do paciente. E mais uma vez eu reforço: o exercício físico produz neurotransmissores que atuam na prevenção da depressão”.

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