Por que a vitamina D é fundamental para quem passou dos 40

O sol é a grande fonte de vitamina D. Foto: reprodução da Internet

Outro bom artigo de Silvia Ruiz, do blog Ageless, do Uol. Esse sobre a importância da vitamina D à medida em que vamos envelhecendo. O principal supridor dessa vitamina é o sol. E, inacreditavelmente, nós brasileiros, de uma maneira geral, temos carência da vitamina.

E por que isso é grave? Além de ajudar na saúde dos ossos, a vitamina D tem outras funções, como reguladora do crescimento, sistema imunológico, cardiovascular, músculos e metabolismo. Se temos carência, estamos mais expostos a doenças.

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Quando foi a última vez que você expôs uma boa parte da sua pele ao sol, sem protetor solar, por 20 minutos? Se você não se lembra, ou se faz algum tempo, há grandes chances de você estar entre a grande maioria dos brasileiros que apresentam falta de vitamina D. Segundo o IBGE, esse é um dos nutrientes dos quais a população brasileira mais apresenta carência.

Eu mesma já tive níveis baixos da vitamina D (apontados em exames de sangue). Nos últimos dias, falei sobre a suplementação que eu faço no Instagram (me siga lá também @silviaruizmanga) e choveram perguntas sobre a dosagem, como tomar etc. Mas, antes de sair tomando por conta própria, vamos entender a importância dela, especialmente para quem passou dos 40 anos.

Conversei com a Vânia Assaly, endocrinologista, nutróloga e especialista em medicina do estilo de vida que explicou que, apesar do nome, a vitamina D, também conhecida como “vitamina do sol”, é na verdade um hormônio ativado no nosso corpo por meio da exposição à luz solar.

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Esse hormônio tem funções muito amplas no corpo. Antigamente, se achava que a função principal era regular o metabolismo do cálcio, controlando os níveis de cálcio e fósforo no corpo, facilitando a absorção desses minerais. Por isso, mulheres em fase de perimenopausa e menopausa precisam estar atentas ao nível de vitamina D circulante. O ideal para isso é fazer exame de sangue”, diz a médica. Alerta para quem vive ingerindo cálcio para cuidar dos ossos: sem vitamina D suficiente no corpo, você pode estar “jogando seu cálcio fora”.

Por que afinal temos tanta falta da vitamina D? “O Brasil é um país tropical, nós temos exposição solar, mas hoje, nos tornamos indivíduos indoor(vivemos mais em ambientes internos), com baixa exposição e perdemos essa regulação da síntese espontânea da vitamina D”, explica Vânia.

De fato, quem mora em centros urbanos e passa muito tempo fechado (ainda mais na quarentena), tem grandes chances de estar precisando de uma reposição. O mínimo necessário seriam 20 minutos diários de sol, com uma boa área de pele exposta, como as costas, por exemplo. sem uso de protetor solar e num horário que provoque uma mudança na cor da pele.

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Quando suplementar Hoje os estudos mostram que, além da atuar na parte de manutenção e reposição óssea, a vitamina D está presente em uma série de outros processos no nosso corpo como reguladora do crescimento, sistema  cardiovascular, músculos, metabolismo, insulina e até na função imunológica.

“Existem receptores de vitamina D nos linfócitos e sabemos que a imunidade fica mais reduzida se você tem deficiência de vitamina D. Por isso é importante estar atento nessa fase que estamos passando da pandemia”, alerta Vânia. Alguns trabalhos científicos também apontam o papel da vitamina D na redução de tumores e também no combate ao envelhecimento das artérias e na proteção cardíaca.

“Se nós temos deficiência de vitamina D e, por isso, perda do cálcio ósseo, esse cálcio vai para a circulação e aumenta o risco de hipertensão arterial.” Ou seja, motivos não faltam para a gente se cuidar em dobro depois de uma certa idade em relação a esse nível no nosso corpo.

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E qual o nível ideal, afinal? Depende. Segundo Vânia, a interpretação atual é que deveríamos ter concentrações de ao menos 30 ng/mL de 25 hidroxivitamina D no sangue.

“Mas existe muita controvérsia em relação ao uso abusivo de suplementação e risco de calcificações renais, por isso é sempre importante ter um acompanhamento médico”, diz ela. “Para quem tem algumas doenças autoimunes, por exemplo, tem se visto benefícios de níveis mais altos, mas isso só pode ser direcionado de forma individualizada.”

Portanto, é preciso cuidado para que a tentativa de corrigir a carência não provoque uma situação de toxicidade. Segundo Vânia, se não for possível tomar sol diariamente como indicado, é possível fazer uma ingestão segura de até 7000 UI (unidades internacionais) por semana, exceto para quem tiver problemas renais (nesse caso é fundamental procurar ajuda médica). Mas o ideal mesmo é fazer um exame de sangue periodicamente para acompanhar seus níveis e ter uma suplementação personalizada.

Bora tomar aquele sol na janela?

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