Quando devo me preparar para a aposentadoria?

Quanto mais cedo começar a se preparar, melhor

Quanto mais cedo começar a se preparar, melhor

Se você ainda não se aposentou, não deixe de ler esse ótimo artigo de Leonardo Martins, pesquisador em educação para aposentadoria, publicado no Brasil Post. A orientação dele é: quanto mais cedo a pessoa começa a se preparar para o fim da vida profissional, melhor. Como aposentada, concordo plenamente. Esse é um período de nossas vidas no qual não dá para brincar. Quanto melhor a preparação, melhor será a aposentadoria.

Leia o artigo:

O melhor momento para começar a investir na aposentadoria é agora. Ou melhor, foi ontem.

Quando se fala em aposentadoria, vale a lógica do quanto mais cedo, melhor. Apesar disso, os especialistas passaram muito tempo dando atenção apenas aos anos logo antes do encerramento da vida profissional. Isso se refletiu nos programas tradicionais de preparação para a aposentadoria, que visavam os trabalhadores a dois ou três anos de deixar o trabalho. Nesse período, organizavam-se palestras sobre tópicos importantes, mas o tempo restante não permitia uma boa preparação. Imagine o planejamento financeiro, por exemplo. Seu fim é alcançar finanças bem organizadas, que permitam suprir as necessidades e manter o conforto pelos próximos 15 ou 20 anos – pensando na expectativa de vida em torno dos 80 anos. Mesmo para quem têm um bom salário, não é uma missão simples. Fazer isso em apenas dois ou três anos, então, é uma missão praticamente impossível.

Agora pense em outras situações nas quais alguma preparação também seria bem vinda. Por exemplo, o vestibular. Quando se fala em preparação para o vestibular, o modelo tradicional são os cursinhos preparatórios. Alguns anos antes das provas para ingresso na universidade, ou mesmo no ano anterior, muitos alunos são submetidos a uma rotina alucinante de estudos porque sabem da importância dessa preparação. A família e os amigos não apenas reconhecem o esforço, mas também colaboram para o sucesso do estudante. No entanto, se consideramos as habilidades mais básicas para o sucesso no vestibular, a preparação começa muito tempo antes. São mais de 10 anos praticando leitura e raciocínio matemático, por exemplo, habilidades absolutamente imprescindíveis para o ingresso na universidade.

Na preparação para o vestibular, no entanto, um aluno com deficiência significativa no aprendizado desses conteúdos fica de recuperação ou reprova. Em função do monitoramento contínuo realizado nas escolas (testes e provas), essa deficiência é identificada e tratada (reforço escolar, tarefas extra, testes de recuperação e mesmo a reprovação). Considerando o contexto da vida profissional, no entanto, a ausência desses mecanismos cria um grande risco na educação para a aposentadoria: não há monitoramento ou intervenção estruturadas. Ninguém é advertido pelo chefe ou perde o emprego se não consegue manter sua vida financeira em dia e poupar para a aposentadoria. Como resultado, mesmo profissionais competentes correm o risco de chegar à véspera da aposentadoria sem a reserva necessária para garantir as necessidades básicas e preservar o conforto depois de interromper a atividade laboral. Clique aqui para ler mais.

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