Quem anda os males espanta

Caminhar com regularidade é muito mais benéfico do que se imagina

Caminhar com regularidade é muito mais benéfico do que se imagina

Sou uma das maiores incentivadoras da caminhada. O andar, principalmente quando há regularidade, espanta os males e abre espaço para um bem estar imenso. Caminho todas as manhãs. Costumo dizer que essa é a minha pílula contra a depressão. Normalmente, saio de casa bem cedinho e percorro em torno de 5 km. Nada me faz mais bem.

Leia o artigo da jornalista e corredora Ana Lúcia Azevedo, em O Globo:

Caminhada por poucos minutos é capaz até mesmo de aliviar as dores de doença circulatória

Caminhar com regularidade é muito mais benéfico do que se imagina. Um estudo de pesquisadores da USP com portadores de uma doença que causa dor em andar até mesmo por ínfimos dois minutos revelou que esse hábito tão humano e desprezado aplaca o sofrimento.

O educador físico Aluísio de Andrade Lima dedicou seu doutorado ao estudo da atividade física em pacientes com doença arterial periférica. Esta causa entupimento das artérias, principalmente nos membros inferiores. À medida que as placas aumentam viram trombos, que obstruem o fluxo sanguíneo. Isso pressiona os tecidos da perna e provoca dor intensa. Não há cura. A cirurgia de remoção de trombos resolve apenas temporariamente. Depois, novas placas se formam e o tormento retorna. Esse mal evolui lentamente, por anos a fio, e só se manifesta, em geral, após os 50 anos.

A doença arterial periférica é fortemente associada ao tabagismo. Fumantes estão entre suas vítimas mais frequentes. Diabetes e hipertensão são outros grandes fatores de risco. E, sugerem os estudos, o sedentarismo é um caminho certo para a dor.

Semana passada Lima foi à Suécia apresentar no XX Congresso Anual do Colégio Europeu de Ciência do Esporte um estudo no qual mostra que vítimas da doença que caminham mais têm menor pressão arterial ao longo do dia. Na pesquisa realizada no Laboratório de Hemodinâmica da Atividade Motora da Escola de Educação Física da USP, Lima analisou dados de 73 pacientes, com idade média de 63 anos. Eles passaram por testes em esteira e tiveram a pressão monitorada por períodos de 24 horas. Clique aqui para ler mais.

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