Rita Lee lança autobiografia “não autorizada”

Rita Lee e o cartunista Laerte com o livro que ela escreveu e ele ilustrou

Rita Lee e o cartunista Laerte com o livro que ela escreveu e ele ilustrou

Dois de nossos maiores transgressores, os geniais Rita Lee e o cartunista Laerte, conhecido por ter trocado os trajes masculinos pelos femininos, se uniram para confeccionar este livro, “Storynhas”, que Rita chama de sua “autobiografia não autorizada”. Achei muito bom ver os dois artistas juntos. Os desenhos dele são ótimos. O texto – 76 histórias curtas – foi tirado dos desvarios dela no twitter, rede social que já não frequenta mais.

Leia o artigo de Lucas Nobile para o Estadão:

Nos últimos anos, a cantora e compositora Rita Lee quase não concedeu entrevistas, mas nem por isso deixou de falar com o público. A comunicação, invariavelmente, se dava por meio de posts numa rede social. Por isso, no meio jornalístico ela chegou a ser chamada de “A Louca do Twitter”. Em 2014, a artista completa 50 anos de carreira e, curiosamente, a primeira das comemorações surgiu do “lugar” onde ela atuou ultimamente muito mais do que nos palcos: o Twitter.

O primeiro festejo do cinquentenário da trajetória artística de Rita Lee é o livro Storynhas(Companhia das Letras), que reúne 76 breves histórias criadas com base em posts da cantora na rede social, com ilustrações do cartunista Laerte.

Uma das ilustrações: a cantora no twitter

Uma das ilustrações: a cantora no twitter

Entre as histórias criadas por Rita, há muitas fictícias, divertidas e nonsense, como ela mesma define no texto introdutório do livro. Neste grupo de minicontos estão a de Maycon Wellington, o secador de cabelo “made in brazil fabricado no Paraguay”, a de Bob Sperma, o “espermatozoide arrogante e determinado que malhava sem parar”, entre outros.

Há também espaço para críticas bem-humoradas a acontecimentos do cotidiano e a personalidades públicas, apresentadas ao leitor na pele de alguns personagens criados por Rita. Entre eles, Don Malufone, Trispo Pedir Mais Cedo, DaPutaDo, a cantora Lady Cafa, o presidente RasPutin, etc.

Em relação à construção do texto e ao teor das histórias, logo na introdução do livro, Rita define seu estilo como “mongo-ginasiano”. “Sem dúvida, Laerte deu um upgrade na coisa. Depois de ver as ilustrações, até me achei legal. Meus tempos de ginásio foram fúteis, meu humor era tolinho, guardo esse arquivo com carinho”, disse a cantora ao Estado por e-mail.

Ainda no texto introdutório de Storynhas, Rita Lee diz que relendo suas “escrivinhações twittescas nonsense de 4 anos para cá”, entendeu por que a chamavam de “velha louca drogada”, afinal, segundo ela, fazia “twitterapia à custa da caridade de quem a amava”.

Rita conta que começou a usar a rede social quando um de seus filhos lhe deu um iPhone. Gostou da brincadeira, passou a postar mensagens no Twitter quase diariamente. Hoje, sabe que divertiu muita gente, mas também desagradou a algumas pessoas.

“Já faz um tempo que saí do twitter. Aprendi a brincar na chuva desviando de raios e trovões, mas também encontrei muitos arco-íris”, diz Rita. “Twitter é o melhor lugar para vomitar insandices, rola amor e terrorismo…”, completa. Clique aqui para ler mais.

Em quase 50 anos de carreira, este é um dos vídeos de Rita Lee que mais gosto:

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