Sete exercícios mentais que ajudam a preservar a sua memória

Não tenha preguiça de ler. A leitura é uma das atividades cerebrais mais completas, pois estimula todo o processo da memória

A leitura é uma das atividades cerebrais mais completas, pois estimula todo o processo da memória

Falou em memória, é comigo mesma. Já escrevi aqui no 50emais que venho de uma família que não prima pela boa memória. Somos pessoas esquecidas. Tão esquecidas que somos conhecidos por essa característica. Sempre fomos. Com a idade, naturalmente, a coisa vai se agravando. O Dr. Dráuzio Varella conta em um de seus artigos que perguntou a um médico americano, um dos maiores especialistas em memória, o que ele diria para uma pessoa que fizesse a seguinte pergunta: se o senhor pudesse dar apenas uma recomendação para quem quer preservar a memória, que orientação daria? O médico respondeu com três palavras: aprenda uma lingua. É o que estou fazendo. Além disso, tento praticar alguns dos exercícios relacionados neste artigo, publicado no jornal Zero Hora. “Mente ativa suporta mais sobrecargas de tarefas, gerando menos lapsos”, afirma o artigo.

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Ler, manter uma alimentação equilibrada, dormir bem, praticar exercícios físicos e realizar atividades mentais ajudam a preservar o bem-estar do cérebro. É importante estar sempre alerta para perceber os pequenos sinais que indicam que nossa capacidade mental anda se deteriorando, surgindo lapsos de memória, desatenção e baixa produtividade.

De acordo com o neurologista Leandro Teles, quanto mais você exercitar seu cérebro melhor será o seu desempenho para resolver questões lógicas e os problemas do dia a dia.

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— Exercícios mentais melhoram a capacidade de atenção, memória, linguagem e raciocínio. Esse tipo de atividade ajuda a prevenir e combater o declínio cognitivo que ocorre invariavelmente com o envelhecimento e mesmo proteger contra doenças degenerativas, como o Alzheimer — explica o neurologista.

Com o passar dos anos, a velocidade de processamento da informação diminui, esse declínio é geralmente compensado com a experiência adquirida ao longo dos anos. Um cérebro sempre ativo é mais confiável e suporta mais sobrecargas eventuais de tarefas, gerando menos lapsos, brancos e erros de julgamento.

Buscar sempre atividades novas ou mesmo fazer as coisas corriqueiras de modo diferente. A mudança de hábitos como fazer caminhos diferentes quando for ao trabalho, estimular o paladar, vestir de olhos fechados, inverter a mão do mouse e para escovar os dentes são pequenas mudanças que se transformam em desafios e estimulam o cérebro a se exercitar, sair da zona de conforto, criar alternativas, desautomatizando o processo mental do cotidiano.

— Os hábitos novos e os hábitos antigos renovados provocam a criação de redes neurais mais sólidas e saudáveis, além de fortalecer redes neurais antigas. A atividade mental constante mantém o cérebro apto a gerar respostas mais rápidas e acertadas, principalmente nos momentos mais difíceis — destaca Teles.

Conheça sete exercícios para ajudar a manter o cérebro em forma:

1. Faça a cabeça funcionar – Ao entrar numa sala onde esteja muita gente, tente determinar quantas pessoas estão do lado esquerdo e do lado direito. Identifique os objetos que decoram a sala, feche os olhos e enumere-os. Tente adivinhar quem está ao telefone antes de perguntar quem é, apenas pelo timbre da voz. Antes de dormir, escolha a situação mais importante do dia e reconstrua mentalmente em detalhes, logo ao acordar remonte seu sonho. Ao ouvir uma palavra diferente, pense em outras cinco começando com a mesma letra, escreva uma lista de supermercado e faça toda a compra sem olhar pra ela (conferindo apenas no final). Enfim, dê trabalho para seu cérebro, use a criatividade, tudo é válido para exercitar os neurônios.

2. Durma bem – A falta de sono prejudica muito a memória, é mais difícil para as pessoas que convivem com esse problema memorizar dados, números e pessoas. O sono é fundamental para fixação das atividades do dia anterior e prepara o cérebro para as atividades mentais do dia seguinte. Não deixe também de tirar aquela “soneca” depois do almoço, não mais que 30 ou 40 minutos, para o cérebro ter um bom rendimento no período da tarde.

3. Monte quebra-cabeças – Jogos infantis como da memória e quebra-cabeças exigem que o cérebro trabalhe a concentração. Compre um desses jogos e cronometre o tempo que você levou para encaixar as peças ou descobri-las. E depois, repita novamente e veja o quanto você progrediu. Outros jogos que ajudam também são xadrez, palavras cruzadas, sudoku, dominó, jogos de perguntas e respostas e mesmo jogos de cartas.

4. Beba com moderação –  O álcool é um dos inimigos mais agressivos do cérebro. O excesso de álcool leva à lesão direta dos neurônios, causando incoordenação motora e comprometimento intelectual. Além da lesão direta, ocorre lesão indireta com carência de vitamina B1 (tiamina) e vitamina B12 (cobalamina).

5. Mexa o corpo todo – O exercício físico regular melhora nosso cérebro por diversos motivos. Melhora o sono, melhora sintomas de ansiedade e depressão, promove a liberação de substâncias como endorfinas, serotonina e dopamina, melhorando a atenção, a concentração, a memória e o raciocínio. A atividade física reduz o peso, controla o diabetes e a hipertensão e reduz os níveis de colesterol, agredindo menos o cérebro por doenças dentro dos vasos.

6. Coma direito – Mantenha uma alimentação equilibrada, controle o seu peso, faça avaliação médica periódica e evite o tabagismo e outras drogas. A melhor recomendação para manter uma boa memória é cuidar bem da sua saúde.

7. Leia – Não tenha preguiça de ler. A leitura é uma das atividades cerebrais mais completas, pois estimula todo o processo da memória. Vivencie a leitura, remonte a história, visualize os personagens e as cenas. Leia livros, revistas, jornais, e-mails, cartas antigas. Leia.

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7 comentários

  1. Anair de Paula Santos

    Muuuuito interessante!!!!!

  2. Gostei muito!

  3. Una amiga, Teresita Caporale me recomendó la Página a raíz de que publiqué que me había dejado las Canas, me encantó!!!!!!!!!!!!

  4. Muito bom ter encontrado este site, pois vivo em busca e meios para readquirir pelo menos parte da memória perdida me manter a que resta.

  5. Dalva Justina Garcia

    Gostei muito do artigo. Faço palavras cruzadas todos dias, há muitos anos. Leio todos os dias alguma coisa deferente e gosto muito de escrever. Procuro sempre lembrar o que sonhei, as vezes não me lembro, mas exercito minha mente.

  6. Muito bom artigo.
    São treinos q nos ajudam muito.

  7. Minha mãe fazia palavras cruzadas todos os dias e gostava de falar o alemão que aprendeu na infância na Tchecoslováquia. Também decorava números de telefone como ninguém. Mesmo assim o Alzheimer a pegou aos 82 anos. Pela experiência da minha família acho que ele ataca mais pessoas autocentradas qu só falam de si mesmas e não prestam atenção no outro. Minha tia Ciloca tinha o mesmo problema que eu: artrose no joelho. Mas a cabeça se manteve lúcida até o fim. Conversar com ela era uma delícia: se interessava por tudo da minha vida:meus filhos, meu trabalho, pouco falava dela mesma. Já a outra irmã de papai, Tia May era um poço de orgulho. Só falava dos seus netos e da sua obra de caridade .Conviveu dos 80 aos 103 anos com o Alzheimer.

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