Quer fazer carreira em tecnologia? Veja curso de 6 meses grátis

O curso de tecnologia é dirigido a pessoas com mais de 50 anos de idade e tem inscrições abertas até o dia 20 de setembro

Muitas pessoas que já passaram dos 50 anos têm dificuldade em lidar com a tecnologia, cada dia mais sofisticada. E isso pode ser um grande impecilho para continuar ou voltar ao mercado de trabalho. Aqui está uma ótima oportunidade de se familiarizar com a tecnologia e, como diz este artigo do Estadão, até tentar uma segunda carreira nessa área tão fundamental em nossas vidas. São 450 vagas.

Leia os detalhes do curso:

Pensando em capacitar profissionais acima dos 50 anos para uma segunda carreira em tecnologia, a Oracle e a Labora, plataforma que desenvolve profissionais seniores, criaram o projeto Seniores Digitais. A iniciativa é gratuita e tem pré-inscrições abertas no site até o dia 20 de setembro.

O curso online tem duração de seis meses e possui dois módulos. O primeiro, realizado pela Labora, aborda questões como a prontidão para a segunda carreira e a importância da tecnologia nas profissões.

O segundo, ministrado pelo Oracle Next Education (One) – programa de capacitação profissional da empresa – ensinará conteúdos técnicos, como lógica de programação, linguagem Java, front end, além de soft skills (habilidades comportamentais) como criatividade, atitude empreendedora e inteligência emocional.

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Para realizar a pré-inscrição, não é preciso ter nenhum conhecimento prévio na área de tecnologia. É necessário ter 50 anos ou mais, um computador com acesso a internet e ter concluído a versão mais recente do certificado Labora Bem Vind@s à sua 2ª carreira (certificação disponível gratuitamente no site da Labora). 

Pré-inscrições estão abertas até o dia 20 de setembro. Foto: Tolu Bamwo/Nappy

Durante o curso, empresas parceiras observarão o desenvolvimento dos alunos como uma oportunidade para aumentarem a diversidade geracional entre os seus colaboradores. 

O projeto Seniores Digitais está em sua segunda fase. Na primeira, foram preenchidas 50 posições. Agora, há 450 vagas disponíveis.  Clique aqui para se inscrever.

Flávio Gikovate: Sobre estar sozinho

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva

Maya Santana, 50emais

Lendo este artigo, publicado no site osegredo.com.br de autoria do psicanalista Flávio Gikovate, falecido em outubro de 2016, eu me lembrei do esforço que fiz na minha juventude para aprender a ficar sozinha. Como sou de uma família extensa – éramos 12 filhos -, cresci rodeada de gente por todos os lados. Só entrei em contato comigo mesma e passei a desfrutar do prazer de estar só quando ganhei uma bolsa no exterior e passei vários meses lá fora. Foi duro. Mais tarde, fui morar novamente em outro país. Aí, o ciclo se completou – consegui ficar comigo mesma, sem entrar em pânico. Esse é um dos grandes prazeres da vida: não depender do outro ou da outra para se sentir bem, em paz. “A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século”, diz o psicanalista, acrescentando: “O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino.”

Leia:

Não é apenas o avanço tecnológico que marcou o inicio deste milênio. As relações afetivas também estão passando por profundas transformações e revolucionando o conceito de amor.

O que se busca hoje é uma relação compatível com os tempos modernos, na qual exista individualidade, respeito, alegria e prazer de estar junto, e não mais uma relação de dependência, em que um responsabiliza o outro pelo seu bem-estar.

A ideia de uma pessoa ser o remédio para nossa felicidade, que nasceu com o romantismo, está fadada a desaparecer neste início de século. O amor romântico parte da premissa de que somos uma fração e precisamos encontrar nossa outra metade para nos sentirmos completos. Muitas vezes ocorre até um processo de despersonalização que, historicamente, tem atingido mais a mulher. Ela abandona suas características, para se amalgamar ao projeto masculino. A teoria da ligação entre opostos também vem dessa raiz: o outro tem de saber fazer o que eu não sei.

Se sou manso, ele deve ser agressivo, e assim por diante. Uma idéia prática de sobrevivência, e pouco romântica, por sinal. A palavra de ordem deste século é parceria. Estamos trocando o amor de necessidade, pelo amor de desejo.

Eu gosto e desejo a companhia, mas não preciso, o que é muito diferente.

Com o avanço tecnológico, que exige mais tempo individual, as pessoas estão perdendo o pavor de ficar sozinhas, e aprendendo a conviver melhor consigo mesmas. Elas estão começando a perceber que se sentem fração, mas são inteiras. O outro, com o qual se estabelece um elo, também se sente uma fração. Não é príncipe ou salvador de coisa nenhuma. É apenas um companheiro de viagem.

O homem é um animal que vai mudando o mundo, e depois tem de ir se reciclando, para se adaptar ao mundo que fabricou. Estamos entrando na era da individualidade, o que não tem nada a ver com egoísmo. O egoísta não tem energia própria; ele se alimenta da energia que vem do outro, seja ela financeira ou moral. A nova forma de amor, ou mais amor, tem nova feição e significado.

Visa a aproximação de dois inteiros, e não a união de duas metades. E ela só é possível para aqueles que conseguirem trabalhar sua individualidade.

Quanto mais o indivíduo for competente para viver sozinho, mais preparado estará para uma boa relação afetiva. A solidão é boa, ficar sozinho não é vergonhoso. Ao contrário, dá dignidade à pessoa. As boas relações afetivas são ótimas, são muito parecidas com o ficar sozinho, ninguém exige nada de ninguém e ambos crescem. Relações de dominação e de concessões exageradas são coisas do século passado. Cada cérebro é único. Nosso modo de pensar e agir não serve de referência para avaliar ninguém.

Muitas vezes, pensamos que o outro é nossa alma gêmea e, na verdade, o que fizemos foi inventá-lo ao nosso gosto. Todas as pessoas deveriam ficar sozinhas de vez em quando, para estabelecer um diálogo interno e descobrir sua força pessoal.

Na solidão, o indivíduo entende que a harmonia e a paz de espírito só podem ser encontradas dentro dele mesmo, e não à partir do outro. Ao perceber isso, ele se torna menos crítico e mais compreensivo quanto às diferenças, respeitando a maneira de ser de cada um.

O amor de duas pessoas inteiras é bem mais saudável. Nesse tipo de ligação, há o aconchego, o prazer da companhia e o respeito pelo ser amado. Nem sempre é suficiente ser perdoado por alguém, algumas vezes você tem de aprender a perdoar a si mesmo.

USP cria curso para microempreendedoras acima dos 50 anos

O curso gratuito Mulheres 50+ em Rede, que será realizado na USP Leste de setembro a novembro
O curso de tecnologia, gratuito, é para pequenas empresárias de mais de 50 anos

Termina depois de amanhã, quinta-feira, dia 13, as inscrições para um curso criado pela USP Leste, em São Paulo, especialmente para mulheres com mais de 50 anos de idade, proprietárias de pequenas empresas. O curso é gratuito e vai de setembro a novembro.

Leia as informações publicadas no site Catraca Livre:

Hoje estamos conectadas virtualmente a todo momento. Mas como podemos aproveitar essa oportunidade tecnológica para alavancar nosso negócio? Quais são as estratégias digitais mais adequadas para cada empresa? O curso Mulheres 50+ em Rede, na USP Leste, tem as respostas e quer capacitar empreendedoras nessas ferramentas. Topa o desafio?

Para participar da seleção, aberta até 13 de agosto, você precisa ser mulher, ter mais de 50 anos de idade e ser dona de um pequeno negócio _ mesmo que informal _ em São Paulo. É preciso assinar um Termo de Compromisso, comprometendo-se a frequentar pelo menos 75% das aulas, que acontecerão toda quinta-feira, das 14h às 18h, entre os dias 3 de setembro e 5 de novembro, além de acessar a internet ao menos uma vez por semana.

O processo de seleção está dividido em três fases de caráter eliminatório: análise dos critérios de seleção; avaliação das respostas abertas sobre as dificuldades enfrentadas no negócio e o motivo em querer participar do curso; e, por fim, entrevista individual. O resultado sai no dia 27 de agosto.

Serão selecionados até 30 participantes. O projeto Mulheres 50+ em Rede é uma iniciativa do OPA, que promove ações criativas para o envelhecimento, e teve como apoio para sua execução o prêmio Mulheres Tech em Sampa, promovido pela Rede Mulher Empreendedora, a Prefeitura de São Paulo e o Google. Clique aqui para ter mais informações sobre o curso.