Um presente de Natal que acendeu todas as minhas luzes internas

Um presente numa caixa vermelha entregue antes do Natal

Um presente numa caixa vermelha entregue antes do Natal

Déa Januzzi

O presente chegou antes do Natal, época em que dá uma vontade danada de sumir, ou, então, de viajar para outro planeta. Antes de abrir o presente, ela teve uma estranha sensação de conforto e paz. Uma caixa vermelha, onde estava escrito: “Passaporte da prosperidade, com visto para a abundância”. Curiosa, ela abriu na primeira página, reservada para a foto e dados do viajante, como nome, contato, origem, meio de transporte, bagagem, acompanhante. Só o destino já vinha preenchido: “Portal da abundância”. Em seguida, a definição de prosperidade que é, antes de tudo, usufruir a vida cultivando cada momento. É riqueza baseada na realização da troca (dar e receber) sem desperdícios, excessos ou faltas. A viagem é percorrer o caminho da prosperidade em busca do prazer e da realização. É sentir-se realmente merecedor de todas as coisas boas.

As dicas para a viagem de 30 dias são simples: “Faxine sua bagagem. Tenha coragem e não leve malas sem alça. O preço não compensa. Leve sua criatividade a tiracolo e deixe que a sorte surpreenda você. Aprenda a ser solidário com os outros viajantes. Desperte suas virtudes, em especial a fé. Reforce sua autoconfiança. Lembre-se de que a ilusão de ser onipotente ou impotente atrasa muito a viagem. Vacine-se contra: auto-piedade, mau-humor e preguiça”. O passaporte para o caminho da prosperidade continha 30 mensagens que deveriam ser lidas uma a uma.

Ela nunca gostou tanto de um presente e se propôs a seguir viagem, sem desvio de rota. Com o coração leve, despojado, aberto, torceu para que tudo desse certo. De companhia, levou o filho e leu a mensagem do primeiro dia: “Tenho o direito de estar no caminho da prosperidade com visto para a abundância”. Leu e escreveu a mensagem cinco vezes, como indicava a instrução, se dispôs a refletir, antes de prosseguir a viagem. No segundo dia, outra mensagem surpreendente: “Eu me conecto com a luz divina e com a sua proteção”. E assim foi seguindo o destino, parando para ler as mensagens a cada novo dia: “Eu sou livre e afortunado. Posso me libertar de todas as opressões e programações mentais que me impedem de ser capaz e bem-sucedido. Faço um novo roteiro para a viagem da vida”.

Estranho é que ela não conseguia mais parar. Acordava querendo ler a mensagem seguinte: “Apegar-se é desintoxicar-se. Jogue fora, todos os dias, os seus lixos”. Estranha viagem em que a cada página, ela mergulha no astral, na beleza da paisagem interior, nos pontos turísticos mais fortes do ser, no mar mais profundo da alma, nos seus oceanos internos, nas planícies generosas do coração, nos horizontes infinitos de ser mulher e mãe, de ser profissional, de estar envelhecendo com direito à vida longa, do dever de continuar trilhando os caminhos da bem-aventurança, de ter gratidão pelos novos e velhos amigos, de desafios a cumprir e de perdoar a si e aos outros: “Quando você perdoa, deixa fluir a vida, não retém você nem os outros no passado. Não gaste mais energia com mágoa, a poupe para as realizações e êxito”.

No quinto dia de viagem, ela fez uma pausa para desenterrar os próprios tesouros. Teve que lutar contra os obstáculos. A essa altura da viagem estava querendo tomar outro rumo, desviar o caminho, sem dar tempo para conquistar a felicidade. Surpresa, ela leu a carta: A “estrada do sucesso não é reta. As curvas e declives fazem parte do caminho e do equilíbrio dinâmico da vida. Uma porta se fecha para que outras se abram”, como dizia a mensagem do décimo quinto dia.

Ela gostou especialmente da mensagem do 17º dia: “O universo conspira a seu favor. Você confia no universo que confia nos outros que confiam em você. Essa é a teia da vida: cooperar, comunicar, conspirar em prol do círculo da abundância. Nesse momento da viagem, ela teve que abrir todas as portas do coração, visitar os museus do inconsciente, fotografar a colheita, a fartura das sementes que iam sendo plantadas à sua volta.

Não queria mais parar. Ficou com pressa de chegar ao fim da viagem. Cometeu o pecado da volúpia, ao saltar de uma vez para o 28º dia, onde estava escrito “Estou leve, alegre, serena”. Mas esse foi só umpequeno desvio, para oferecer aos leitores fragmentos dessa viagem, sem volta, para os recônditos mais secretos do caminho para a prosperidade.

O passaporte para a prosperidade, com direito à abundância, foi presente de Fabiana Antunes, da Papel e Tudo, especialista em mimos que vêem em caixas repletas de mensagens e segredos, de afetos e deliciosas palavras. Obrigada, Fabiana, por me ofertar um presente de Natal que acendeu todas as minhas luzes internas.

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2 comentários

  1. Dea,
    Confesso!!!
    Morrendo de inveja de seu presente de Natal…
    E é assim que penso e as vezes consigo “formular” meus presentes, que estão na maioria das vezes em feiras de artesanato, livrarias, cafeterias, mercados e lugares cheios de sabores, cheiros, delicadeza e afeto. Presentes com “textura” especial, que parecem acariciar a pele e entrar em contato com nossa sensibilidade ou até a espiritualidade, sem necessariamente passar pela religiosidade.
    Carinho de Genô

  2. Amei teu presente de natal, acho que é isso mesmo, presentes com afeto e alma,beijo,feliz Natal

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