Alface, couve e outras folhas para ajudar a manter a memória

Ao lado do alface e da couve, o espinafre está entre as folhas que ajudam a impedir a perda da memória

Maya Santana, 50emais

Quer viver mais e melhor? Então, é preciso que você obedeça certas regras, que incluem boa alimentação e um sono repousante à noite. No caso da alimentação, a ciência já provou e este artigo do Dr. Marcelo Levites, do Estadão, vem reforçar, incluir folhagem – couve, alface, agrião, espinafre, taioba e outras – na alimentação ajuda a manter o cérebro funcionando melhor e por mais tempo. No artigo, Dr. Levites fala dos resultados do estudo com mais de mil idosos feito por uma importante universidade americana.

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Aquele pequeno conselho que você já deve ter ouvido do seu médico, da sua nutricionista ou mesmo dos seus pais, quando ainda era criança, de que uma porção de folhas verdes por dia faz bem à saúde ganhou agora uma conotação científica.

Pesquisadores da Universidade de Rush, em Chicago, juntamente com o Centro de Pesquisas em Nutrição Humana, de Boston, avaliaram cerca de mil idosos com idade média de 81 anos e a quantidade de folhas verdes que consumiam. Durante cerca de 5 anos, estas pessoas tiveram sua capacidade cognitiva, memória, atenção e velocidade perceptiva avaliadas.

O que se constatou é que o consumo diário de folhas verdes, como agrião, alface, couve e espinafre pode adiar em até 11 anos o envelhecimento cognitivo. Os questionários de frequência alimentar administrados no início do estudo foram utilizados para avaliar a frequência com que as pessoas ingeriram cerca de 144 itens nos últimos 12 meses. Os três itens de vegetais de folhas verdes e suas porções incluídas no questionário foram: espinafre (1/2 xícara cozida), couve e verduras em geral (1/2 xícara cozida) e salada de alface (1 xícara crua).

Os pesquisadores também examinaram a relação entre a mudança cognitiva e os nutrientes que as folhas verdes são uma fonte rica. “A ingestão desses nutrientes foi individualmente positiva e significativamente associada a taxas mais lentas de declínio cognitivo e não foi devida a outros problemas de saúde subjacentes. Investigações posteriores indicaram que a filoquinona, luteína e folato provavelmente foram a fonte do efeito observado no declínio cognitivo”, diz o estudo.

A ciência neste caso só comprova o que sabemos desde pequenos, incluir vegetais e folhas verdes em nossa alimentação diária é sim uma boa medida para que quer viver mais e melhor. Não é preciso muita coisa, apenas continue consumindo uma porção generosa de saladas, legumes e alimentos integrais e tenha um cérebro mais jovem.

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