Francesas com mais de 60 anos se juntam e criam um “anti-asilo”

As babayagas, como são conhecidas, escolheram um modo bem peculiar de envelher. E vivem muito bem

Maya Santana, 50emais

À medida que as pessoas vão envelhecendo, elas estão criando novas formas de morar. Especialmente aquelas que, no caminho da velhice, querem continuar independentes e têm ojeriza à ideia de morar com os filhos. Esse é o caso de um grupo de mulheres na França, cujo lema mostra seu grau de independência: “Nem marido, nem patrão, nem família, nem Estado.”

Elas se uniram, todas com mais de 60 anos, e decidiram criar o lugar que consideram ideal para viver esta etapa tão especial da vida, exatamente por ser a última. Com suas próprias regras, é um tipo de moradia compartilhada, onde a independência é estimulada e o ócio desestimulado – não existe empregada ou faxineira. Elas mesmas fazem tudo. São chamadas de babayagas, uma mistura de bruxa, feiticeira e fada, ou seja, mulheres poderosas.

Leia a ótima reportagem de Márcia Bechara para a Rádio França Internacional(RFI):

Elas são divorciadas, viúvas ou solteiras. A maioria tem filhos, netos, e todas possuem mais de 60 anos. Independentes, politizadas e ativas, essas mulheres decidiram que sua velhice seria exatamente do que jeito que elas desejassem. “Nem marido, nem patrão, nem família, nem Estado” decidem no lugar delas como, onde e de que maneira envelhecer. Elas moram bem em seus estúdios modernos, pagando um aluguel baixo, criando projetos coletivos e viajando o mundo. A RFI foi conhecer a Maison des Babayagas, no município de Montreuil, na região parisiense, durante um domingo de sol de atividades coletivas.

As babaygas celebrando a vida em comunidade

Baba Yaga, na mitologia eslava e russa, significa “fada”, “bruxa”, uma feiticeira solitária de mil disfarces, velha e poderosa, que monta dragões e se traveste sem restrições de gênero, tem um séquito de filhas e que pode ser “boa e má” ao mesmo tempo. O nome não poderia ter sido melhor escolhido para este projeto criado pela fulgurante Thérèse Clerc, mítica militante feminista francesa de Maio de 68, que morreu em Paris em 2016. Clerc é um nome conhecido do movimento feminista francês, muito antes das moças irem queimar soutiens em praça pública. Seus depoimentos figuram em documentários e documentos históricos como o filme Les Vies de Thérèse, do diretor Sébastien Lifshitz, lançado em 2017 sobre a vida da ativista.

Não existe empregada nem faxineira à disposição no local. Como a maioria da população europeia, as Babayagas tomam conta da manutenção de suas moradias e das áreas em comum, como os três jardins coletivos. “Fazemos nós mesmas nossas compras, nossas refeições, lavamos nossa roupa, pintamos nossos apartamentos quando precisamos”, conta a presidente. “Este prédio em que moramos fica no centro da cidade, temos cinema, mercados à disposição, o teatro, restaurantes, o metrô fica na nossa porta. Não envelhecemos rápido aqui”, diz.

Kirsten, 75, e Catherine, 65, respectivamente a presidente e a secretária-geral da mítica Maison des Babayagas, perto de Paris

“Todo mundo fala que é preciso preparar a sua aposentadoria, é verdade. Mas quando chegamos lá, a verdade é que nos sentimos um pouco perdidos. Aqui, mesmo se não tenho amizade próxima com todas as moradoras, fazemos coisas juntas, construímos essa cabana, cuidamos do jardim, temos projeções de filmes e projetos de verão, yoga, tango. Ainda não estamos prontas para entrarmos em um Ehpad”, diz. “A verdade é que gostamos da nossa liberdade e da nossa autonomia, queremos isso até o fim, e nossa aposta aqui é envelhecer melhor, com mais qualidade”, completa Catherine, que mora há seis anos no local.

A solidariedade parece ser moeda corrente entre essas senhoras, que dividem entre si a dor e a delícia de suas escolhas pessoais. “Passamos tempo consolando companheiras que estejam passando por um momento difícil, é normal. Visitamos, tentamos levantar a moral”, diz Kerstin, que acaba de passar duas semanas de férias em Los Angeles em companhia de outra Babayaga, Catherine. Neste domingo de sol, as duas conversam com a RFI no jardim coletivo, administrado em detalhes por essas feiticeiras modernas. “A política é importante”, pontua a secretária-geral da associação. “Não podemos nos esquecer que esta casa tem o apoio da prefeitura de Montreuil, que é comunista”, diz.

“É desse jeito que eu quero viver”

“Sou divorciada. Tenho duas filhas, uma de 50 anos, e uma de 47. Eu tenho 75. Um dia, já aposentada, mas ainda trabalhando esporadicamente, vi uma reportagem sobre as Babayagas e neste momento eu disse: É assim que quero viver. Em um apartamento independente, numa associação feminista, ecologista. Era tudo o que eu sonhava”, conta Kerstin. “Sabe, não podemos viver sem projetos”, ensina a sueca, que mora há mais de 50 anos na França. “Antes de vir morar aqui, eu já era membro da associação”, conta.

“Nem marido, nem patrão, nem família, nem Estado decidem o que vou fazer da minha vida”, diz a sueca. Ela conta que, ao chegar na França, em janeiro de 1968, antes da eclosão do movimento revolucionário em maio, teve a impressão de ter “voltado à Idade Média”. “As mulheres não podiam nada”, resume a escandinava, cuja região é conhecida mundialmente pelo pioneiro empoderamento feminino, muito antes do resto da Europa. “As coisas mudaram depois, mas não foi rápido. Eu me lembro de ter 50 anos e me sentir muito melhor com francesas de 25, achava as mulheres da minha idade muito caretas aqui”, conta.

Thérèse Clerc, mítica militante feminista francesa de Maio de 68

A francesa Catherine, 10 anos mais nova, se lembra de Maio de 68. “Eu era adolescente e estava em Paris, foi um momento que me marcou bastante. A sociedade francesa na época era muito rígida, lembro que não tínhamos o direito de ir ao colégio de calça comprida, era ridículo”, conta. “O feminismo para mim é a independência absoluta. Não precisamos de um cara para construirmos nossa vida. Aqui estamos entre amigas, não estamos na ausência de ninguém, é uma escolha nossa. Nada aqui é proibido”, afirma a secretária-geral, professora aposentada.

E namorar, pode? “Pode, mas não pode morar junto”, afirma Kerstin. “O motivo é simples, a Maison des Babayagas é destinada exclusivamente a velhas de baixa renda, que não conseguem pagar seu aluguel. Quando um casal vai viver junto, somam-se também as aposentadorias, o que seria desonesto com as outras moradoras”, explica. Clique aqui para ler mais.

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159 comentários

  1. Tânia Mara Bastos Pina

    Adorei. To chegando aos 60 e ja gostaria de viver num espaço assim..

  2. Erna Uhlig Mocellin

    Achei muito legal. No Brasil seria interessante.

  3. que bárbaro! adoraria viver num.lugar assim, com pessoas animadas e de bem com a vida!

  4. Desde os quinze anos reflito sempre sobre isso e é um sonho antigo, compartilhado com amigas queridas hoje, todas na faixa de 60 a 70. Ler sobre iniciativas que dão certo é um estímulo.

    • Eliete da Silva Coelho

      Adorei a idéia ! Tenho 58 e gostaria muito de me juntar à uma comunidade desta. Só não gostaria de viver sem atividades, mesmo porque ainda necessito do trabalho fora de casa para sobreviver financeiramente; mas o projeto é o melhor que existe !

    • Bacana. Quando precisar, gostaria de mirar em um lugar assim.

  5. MARGARETH TORRES FRANÇA

    tenho 61 anos gostaria de oferecer minha cidade minha casa para construir um projeto deste.Sempre sonhei com isso.

  6. Construir ao lado Não tocar no Sistema,criar o nosso Sistema ao lado. Não nos chateiem somos cooperativistas. Adorei.

  7. Ótima reportagem..eu nao conhecia..sempre desejei terminar os meus dias livre sem dever ou dar satisfaçao a ninguém..Super inteligente a forma como escolheram terminar as duas útimas décadas da vida!!!

  8. Seria muito bom se uma construtora fizesse Condominios com quarto e sala para idosos. Eu compraria.

  9. E quando a pessoa não pode mais fszet nada ? Quem cuidará????

  10. Adorei a ideia
    …se aqui no Rio de Janeiro tiver um grupo assim.
    Tb quero.

    • Achei bem interessante, mas acrescentando algumas coisas, como a possibilidade da pessoa caso necessite, poder ter acompanhante. De repente até formar um grupinho de acompanhantes terceirizadas, que possam ser chamadas quando necessário.
      Sou do Rio.
      Solange

      • Também sou do Rio, 60 anos. Há algum tempo procuro uma forma de morar e viver dentro dos padrões descritos.
        Acho que poderíamos tentar formar um grupo para estudar as possibilidades aqui no Rio.

    • Qual seu endereço?? Eu também!! Desejo montar um grupo assim

  11. FERNANDO HENRIQUES

    Essas francesas sempre na vanguarda. Viva a França

  12. Perfeito! Desde que as regras sejam seguidas! Penso que me daria bem vivendo assim!! E já penso nisso faz um tempo!!

  13. Fiz 60 anos e esse é meu ideal de vida. Me mandem informações sobre lugares e condições.
    Obrigada

  14. Maria de Fátima Santos

    Adorei a idéia , bom seria tivesse aqui no Brasil Aqui no ABC tenho certeza que teria muitas Adesões!.

  15. Maria das Graças Oliveira

    Se surgir algo assim em SP, conyem comigo

  16. Maravilhoso temos que nos unir e contruir nosso final do futuro, as construções deveriam olhar para esse mercado.

  17. As Construtoras já deveriam ter projetos e construir condomínios para idosos. Eu gostaria de morar num lugar assim.

  18. Heloisa Biancardi Protti

    Gostaria que tivesse um condomínio construído por uma empresa que fosse destinado para idosos .,eu iria conhecer!!

    • Já tem na Paraíba e PR está construindo em várias cidades condomínios de casas para quem mora sozinha e tem baixa renda. São casinhas individuais, todas térreas, para pessoas que ainda cuidam de si mesmas. Há uma área de convivência. Existem condomínios privados nesse estilo, SP tem vários. Podem receber visitas, mas não podem ficar. Crianças são restritas, afinal, se estão onde estão é porque não sobrou lugar na família, esta então não pode se enfiar na comunidade como se fosse parte dela. Em geral, não são donas, as pessoas pagam um tipo de comodato, quando morrem ou vão embora, não deixam direitos para herdeiros. A mãe da Ana Paula Arósio é ”sócia” num assim. O modelo do PR é governamental para pessoas até 6 salários mínimos, em SP até 10 salários.
      O lado ruim é que muita gente que foi viver assim e ama o lugar, mesmo tendo família presente e tal, caso apresente limitações física, elas aparecem depois dos 80 em diante. São mandadas embora simplesmente, ou para asilos tradicionais para esperar a morte, o para as famílias e mesmo amorosas a adaptação é complicada.

  19. Eu quero morar com voces

    • Eu TBÉM quero… me avisem! Já estou bem na idade de querer morar em comunidade, compartilhando e auxiliando no que for preciso !!!

    • Sempre penso nisso…daqui três anos vou me aposentar e gostaria de morar no litoral… poderia ser TORRES…Que tal pensarmos numa Cooperativa Imobiliária que fizesse um condomínio nesse modelo francês…?!? Ou talvez num modelo parecido, com novas adaptações… me chamem, por favor, vou ao encontro de pessoas interessadas nesse projeto… VAMOS TOCAR PRA FRENTE ISSO…?

  20. Míriam Oliveira e Rocha

    A proposta é MUITO interessante. Estou com 67 anos e sempre me preocupei com a maneira como irei viver minhas últimas décadas. Moro em Belo Horizonte e gostaria que aqui tivesse algo parecido.

  21. Ana Maria C C Menezes

    É o meu ideal!!!
    Fazer algo comunitário mas na cidade e não na zona rural
    Viver com um grupo de idosos independentes mas com privacidade para ter seu espaço!!!

    • Sim , isso é o que estou tentando fazer , uma comunidade de pessoas acima de 55 anos que tem seu próprio espaço é um espaço comunitário e que seja independente fisicamente e mentalmente . Espaços para uma pessoa ou duas morarem com toda infraestrutura e espaço a ser compartilhado

      • Sou do Rio, e é exatamente a forma de viver que procuro.
        Até já existem incorporadores lançando tipos de colivings.
        Mas são direcionados à jovens.
        Essa idéia se encaixa totalmente no meu desejo.
        Gostaria de deixar meu email, caso alguém aqui do Rio queira montar um grupo.
        lSou arquiteta, 60 anos, um filho casado.

  22. Essa é o final de vida que idealizo para mim…viver com gente próxima mas de forma independente… com gente amiga, que pensa e sente como eu… sem competir… sem discriminações !!! Sentindo a beleza da vida em comunidade… e cada uma no seu canto, no seu espaço, trocando experiências e sempre apreendendo!!! Me avisem qdo houver algo semelhante sendo criado…quero muito ENTRAR, ajudar a construir esse universo aqui no Brasil !!!

  23. Já tenho 80 anos, já vivo sozinha e sou ativa e independente. Não sei até quando… Mas essa é a minha busca. Compartilho da ideia de que as construtoras deveriam pensar em condomínios para tais pessoas, com estrutura adequada: por exemplo, refeitório comum, bem como atividades físicas, sociais, de entretenimento, atendimento médico etc.

  24. Amei… quero muito isso tudo

  25. Há muito tempo que analiso hipóteses deste modelo de envelhecer com amigos,mas sempre contemplei a última fase quando a pessoa se torna dependente,com a inclusão daquilo que chamava enfermaria com parceria de apoio ao domicílio.É claro que isso torna o projecto mais complexo mas para mim não faz sentido o retorno à família só para dar trabalho quando o lema é nem Marido nem Família,,nem…pelo menos uma parceria com um lar com ingresso garantido e valor compatível com os seus rendimentos sem carregar a família!
    Tenho 66 anos e continuo a procurar esse modelo de co housing e embora Portugal seja para mim o ideal,próximo do mar e da cidade,estou disponível para participar noutros projectos similares e até noutros destinos!Vou analisar melhor estas Babayagas!

  26. Tenho 67 anos e também gostaria de viver em um lugar assim independente

  27. très intéressant j’espère que soit qui à Paris mais dans toutes les villes de France

  28. Na minha opinião, um lugar legal para viver a velhice tranquila seria algum lugar onde pudesse viver até o último dia de vida e não ter que acabar num asilo ou com algum familiar. Não gostei muito dessa idéia não.

  29. Gente adorei essa idéia! Há algum tempo venho pensado como deve ser estimulante uma melhor idade coletiva e bem estruturada! Qualquer iniciativa nesse sentido contem comigo.

  30. Amei. Em Portugal tem algumas comunidades. Mas no Brasil ainda nao conheco nenhuma. Estou pronta para me juntar com outras pessoas e montar uma comunidade.

  31. Existe outra modalidade chamada colou singular. Em São Paulo já têm implantados po pessoas aposentadas da Universidade de Campinas. Pesquisem.

  32. Gilda Sélia Haddad

    Adorei a matéria e a idéia, tenho 61 e um grupo de amigas de infância, prima e irmã (20 + ou -), somos da mesma cidade, Baixo Guandu/ ES/Brasil, nos reunimos sempre para aniversários, cafés, passeios, viagens, festinhas e bate papos, rimos mto, comemos, dançamos, tiramos fotos, é uma delícia, vou compartilhar essa matéria com elas. Adorei.

  33. Tenho 72, também quero estou me convidando, moro só em Tupã SP e se for convidada vou para onde tiver possibilidade! Tenho um filho, já sem a família por ser alcoólatra e ele tem uma filha casada e um rapaz. No Texas tenho uma filha, netos e um casal de bisnetos mas não gostei de lá!

  34. Eu moro em Salvador, tenho 58 anos e penso em morar coletivamente. E pode ser em outros lugares ou paises, pois aposentei há dois anos e pretendo viajar.

  35. Gostei muito tenho interesse…como entrar em contato com voces… para construir um projeto…sempre leio sobre os que existem no Brasil, mas para mim nao contempla…por isso tenho interesse num novo projeto. obrigada

  36. É um lugar assim que quero para mim. Se alguém souber de um aqui no RJ por favor me avisem.

  37. Gostei muito da matéria. É um lugar assim q quero viver. Tenho 57 e adoraria fazer parte de um projeto assim.

  38. Bom dia . Tenho 53 anos e moro sozinha. Me separei depois de 30 anos de casada. Agora trabalho para me manter. E ainda vai demorar um pouco para eu me aposentar. Mas me preocupo com a minha terceira idade. Amei a idéia. Como faço para conhecer mais sobre o assunto.

  39. maria a r carvalho

    Gostaria de receber mais informações caso haja viabilidade de um projeto semelhante em São Paulo Capital.

  40. Amei a idéia!!! Se souberem de alguma coisa no centro oeste me comuniquem.

  41. Acho a ideia Bárbara ! Eu topo ! Se alguém for sedimentar a ideia, eu quero ! Em qualquer lugar ! Já tentei dentro do grupo de aposentadas de onde trabalhei e não houve interesse. Por que não montamos um grupo para este fim e discutirmos um projeto? Por enquanto virtual. A propósito, tenho 59 anos. Sou de Recife, mas até prefiro morar num local diferente, com clima mais frio.

  42. Adorei o projeto! Vamos fazer um aqui !! Li que varias pessoas têm interesse! Vamos criar um grupo e amadurecer a ideia? Moro em Recife e vou fazer 59 anos, mas vou para qualquer lugar. Até prefiro. Criei agora grupo onde possamos discutir a ideia e não nos dispersarmos!! As que tem interesse, entrem no grupo no Facebook Babayagas Brasil !! Convidem as amigas!!

    • Neusa Moreira Rodrigues

      Desejo saber: meu nome: Neusa Moreira,
      Sou brasileira, mais de 65 anos. Professora, advogada aposentada. Desejo, Quero passear em Paris . Sozinha e Deus. Que devo fazer para ficar nas casa das senhoras fundadoras “anti asilo” em Paris?? Por uns 10 dias
      ???? Seria possível?.

      • Neusa, Não sabemos responder à sua pergunta. Teria que entrar em contato com elas para saber. Apenas publicamos a matéria. Não temos contato com elas. Tomara que você consiga contatá-las. Grande abraço para você e muito boa sorte!

  43. Ideia ótima! Tenho interesse , me chamo Katia , tenho 58 anos e moro em Recife .Topo em qualquer local. Vou criar um grupo no Facebook : Babayagas Brasil . Assim não nos dispersamos ! Sempre idealizei um projeto assim, mas não encontrava parceria. Vi que algumas estão como eu, então que tal discutirmos a ideia ?? Uma moradia mais ou menos coletiva, com privacidade e área de lazer comum. Vamos discutir num grupo ???? Convidem as amigas .

  44. Achei fantástica essa iniciativa!
    Permitam publicar!

  45. Gostaria de entrar em contato com outras interessadas em desenvolver um projeto nesses moldes, adaptado à cidade do Rio de Janeiro.
    Tenho 60 anos, com formação em arquitetura e paisagismo.
    Tenho um filho casado, e a maioria das amigas casadas.
    Já penso em viver de uma forma assim há um tempo. Mas não achei nada do gênero aqui no Rio.
    Estou disponível para formar um grupo com esse objetivo.

    Lucia

  46. Jurema de Holanda dias

    Estou nessa tb ! Adoraria uma iniciativa dessa !!!
    Seria muito mais gostoso , divertido e saudável !!

  47. Maria Eteltraut Weber

    Eu tenho interesse nessa proposta. Tenho uma casa com área grande aqui em Embú das artes na grande São Paulo. Seria ótimo compartilhar com mais senhoras.

  48. Que tal copiarmos essa ideia, muito boa?
    Talvez a grande dificuldade estará em fazer a mente coletiva perceber que nós mulheres, somos mais do que os papéis sociais que desempenhamos ao longo da vida.

  49. MIRIAM DE ALMEIDA GARCIA

    Adorei. Sempre tive vontade de construir com amigos um lugar assim

  50. Adoro a idéia. Tenho planos de reunir as amigas da mesma faixa etária, alugar uma casa grande e morarmos juntas.

  51. Eu também, alguém conhece em Salvador, algo parecido????

  52. Adelaide Ribeiro Jordão

    Adorei a ideia. Se houver avanço na iniciativa, gostaria de participar. Tenho 73 anos, vida ativa e vontade de desenvolver projetos culturais. de integração e relacionamento interpessoais. Detesto solidão.

  53. Eu tb adoraria que fosse perto do mar!!!

  54. Lá cuida uma das outras , acredito que entre pessoas que fazem parte desse grupo, tem mais amor que certas pessoas da própria família, o amor seria em primeiro lugar.

  55. Pessoas já muito queridas, bom dia!
    Só estou sabendo desta reportagem neste momento, pelo compartilhamento de uma amiga, que tem os mesmos interesses.
    Somos do Ro de Janeiro, e gostaríamos de integrar um grupo com propósitos semelhantes aos dessas maravilhosas francesas.
    Alguém está capitaneado algo, nesse sentido?
    Se sim, por favor, me contatem, e, se não, igualmente, gostaria, de ser contatada. Poderíamos conversar e, quem sabe, idar início a algo.
    Meu telefone é 021988330333 e meu nome é Rosa.

  56. Gente, só estou tomando conhecimento desta reportagem agora, via uma amiga que também gostaria de “entrar numa dessas”. Somos do Rio de Janeiro” e temos todo interesse em nós agregar a mulheres que tenham os mesmos propósitos. Especialmente, de ndependencia em comunidade.
    Por favor, se algo do tipo aparecer no horizonte, por favor, informem.
    E viva nós, com nossa força e experiência!!!

  57. Tenho o local em Angra entre a Serra e o mar. Área urbana. Meu whatsapp é 21 994134579

  58. Bom
    Dia .Gostei desse projeto ,quem
    Sabe …Vou procurar algumas informações para ver essa possibilidade de abri um
    .maravilhoso mesmo .

  59. Sério! tem que por “fada” “feiticeira” coisas sobrenaturais.
    Porque não podemos ser o que somos de melhor? – humanas, amorosas, verdadeiras????
    NAO É SUFICIENTE?

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